A despedida do visionário
Faleceu na manha de sábado, 31 de agosto, aos 90 anos de idade, o empresário Dorgival Leite de Figueiredo, que fez historia no Araripe Pernambucano. Nascido na cidade de Boa Ventura-PB, em 15 de março de 1929, era um visionário que não media esforços para alavancar seu comercio de tecidos, na feira de Araripina, na década de 40, se tornando um dos maiores revendedores de carros do País, e se destacando em primeiro no Nordeste.
Dorgival foi um pioneiro no Araripe com vendas de automóveis nas cidades de Araripina e Salgueiro, sendo que, além da competência no comercio, sua seriedade e dedicação ao trabalho, constituíram elementos indispensáveis para construção de um mercado que se solidificou na Região.
Seu bom coração, a doçura de seus atos e a retidão de seu caráter jamais serão esquecidos, pelo contrário, irão perpetuar-se, como exemplo de máxima dignidade e irretocável comportamento.
Patriarca da família Leite de Figueiredo, Dorgival foi um grande visionário e entusiasta, ao lado da sua fiel companheira Rizomar Figueiredo. Quando ninguém acreditava no potencial do sertão pernambucano ele desbravou a pequena cidade de Araripina e ali fez sua eterna morada. Pai conselheiro, amoroso, acolhedor da família, amigo fiel. Seu legado será sempre lembrado.
Não quero falar da perda irreparável desse grande homem, (que também é meu tio\avô), do ponto de vista profissional, muitos têm escrito ao longo dos dias sobre isso, e as contribuições são enormes: empreendedorismo, inovação. Todos que passaram pelo seu velório tinham uma historia pra contar. Mas falo de uma longa e fraterna convivência nesses anos todos. Era conhecida a gentileza e a cordialidade de Dorgival, nunca o vi maltratar a quem quer que fosse. Tratava a todos com afeto, não fazia tipo. A vida é isso, a vida é perder, perder pessoas e coisas e temos de seguir adiante.
Cumpriste sua missão aqui na terra. Cumpriste como pai, como homem de família, como um pensador, como um visionário, como um grande sábio.
O seu legado ficará para sempre. A vida foi muito generosa contigo. Com o andar do tempo, a vida correu, a vida segue e não espera, assim como ela é.
Com amor eterno, Alessandra.

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